A correção inclusiva segue parâmetros específicos que priorizam uma avaliação com caráter instrutivo e pedagógico, em vez de estritamente avaliativo. O primeiro deles é o estabelecimento de um piso de nota, que garante que nenhuma redação de estudantes com Necessidades Educacionais Específicas (NEE) receba pontuação abaixo da mediana, evitando penalizações desproporcionais.
No que se refere às marcações de bandeirinhas, a correção inclusiva identifica todos os desvios, mas nem todos resultam em descontos de nota. Além disso, os comentários e feedbacks destinados a alunos NEE são formulados de maneira mais instrutiva, com foco em valorizar os méritos e orientar melhorias, em vez de enfatizar falhas.
Importa destacar que essa abordagem não torna a avaliação mais permissiva. O objetivo continua sendo o desenvolvimento efetivo das competências de escrita, porém por meio de uma metodologia que busca fortalecer a confiança, o engajamento e o processo de aprendizagem do estudante.